quinta-feira, 7 de junho de 2007



NOITE INFINDA, AINDA ASSIM LINDA

Descalça.

Eu dançava.

Na areia eu rodava.

A fogueira não me esquentava.

Nem a dança.

Um frio n’alma.

Um frio me comendo a alma.

A rodopiar.

Uma música no ar.

Eterna música a me machucar.

Rodava, dançava, balançava.

Me cansava.

Não esquentava.

Tudo estava enregelado.

Meu corpo que queria ser abraçado.

Beijado.

Tudo me doía.

Os pés com a dança.

O corpo...

Me doía a alma.

Era a música.

A solidão...

Estalava o carvão.

A fogueira mais alta se fazia.

Então já era quase dia.

Sonia M. Delsin



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